Hoje a nossa personagem abusou e muito da sorte e mal sabia o que lhe esperava...
Certa vez numa manhã de domingo, um casal muito elegante realizava várias visitas pela vizinhança. Ao chegar na casa de número 777, eles pararam e chamavam os donos da casa. Olá! bom dia! faça um favor!
De dentro da casa uma mulher de altura mediana aparece e pergunta: O que vocês querem? Silvanete logo se pronúncia! Falar de Deus! A pequena mulher responde: Eu sou de outra religião e acredito em Deus do meu jeito, e não quero lhe ouvir.
Mas Silvanete insiste e logo diz: Podemos conversar assim mesmo, Jeová vai te iluminar! deixe-me falar. Marilda muito irritada responde: Eu já disse que não quero ouvir! vá embora agora! Neste momento Silvanete se retira e chateada vai embora.
Marilda por sua vez ficou em casa realizando a faxina. Na manhã de segunda feira Marilda foi até a feira para comprar os preparos para uma festa em sua casa. Quando menos esperava ela reencontrou Silvanete que a olhou atravessado e ao ver nas mãos de Marilda os ingredientes ela disse: É por isso que a senhora não quis ouvir a palavra de Deus! Adora o Diabo! e vai fazer uma festa para ele!
Marilda chateada respondeu: Não mexa com meu santo ele é bom mais é vingativo também. Silvanete responde: Eu não tenho medo disso! meu Deus é grande! Marilda responde: Deus não está numa caixa na qual a senhora imagina ser dona, ele está por toda parte e está lhe assistindo agora.
Marilda começa a se mover estranhamente e começa a falar com uma voz diferente como se fosse uma criança. Deixe minha mãe em paz! Eu não gosto de você! Vá embora agora! Silvanete arregala os olhos e diz: Está amarrado em nome do senhor!!!
Silvanete anda em direção da rua e quando atravessa é atropelada! O carro surgiu inexplicavelmente em sua frente e a dividiu em duas partes.
Fim
Autor da estória: Lúcio Soares